Claudino Savian
Nas frias paragens de Ijuí, em novembro de 1929, nasceu Claudino Savian, um homem que com sua barba sempre bem aparada ganhou o apelido carinhoso de “Barbinha”.
A vida levou Claudino a muitos lugares, mas o destino sempre o puxava de volta ao seu Rio Grande do Sul amado.
Ele atravessou parte de sua juventude em Carazinho, mas foi em Santa Maria que Barbinha decidiu fincar suas raízes, passando ali os últimos anos de sua vida. Apesar de ser católico, ele não era extremamente religioso, mantendo sua fé de maneira silenciosa e introspectiva.
Durante quase meio século, Claudino percorreu as estradas do Brasil como caminhoneiro. Era através do para-brisa do seu caminhão que ele observava a vastidão do país, apaixonando-se ainda mais por cada paisagem. A estrada era sua casa, seu ofício e seu santuário.
No entanto, foi em seu lar que ele encontrou o amor verdadeiro. Casou-se com Ivone Nair Savian, e juntos compartilharam 47 anos de cumplicidade e amor, enfrentando todas as tempestades e apreciando os momentos de calmaria. Dessa união, nasceram quatro tesouros: Sandra, Claudia, Luciana e Alexandre. E como se não bastasse essa riqueza, a vida lhes presenteou com netos, enchendo ainda mais de alegria o coração de Barbinha.
Nos momentos de descanso, Claudino tinha hobbies simples, mas que o preenchiam por completo. Ele era assíduo leitor de jornais e um espectador fiel da televisão. O simples ato de se informar e se entreter diante da tela lhe proporcionava satisfação.
Entretanto, algumas das suas maiores paixões estavam ligadas às tradições gaúchas. Era um admirador da música regional do Rio Grande do Sul e, sempre que podia, deixava-se embalar pelos acordes de uma boa milonga ou chamamé.
O churrasco, símbolo da gastronomia gaúcha, era um dos seus pratos favoritos. E para acompanhar essa delícia, nada melhor do que uma caipira bem preparada. Era nesses momentos, ao redor da churrasqueira, bebendo e se alimentando, que Barbinha se sentia pleno e verdadeiramente feliz.
Em agosto de 2023, Barbinha partiu, deixando um legado de perseverança, amor e dedicação à família. Sua história é um retrato da vida de um gaúcho autêntico, que soube valorizar as coisas simples da vida e que, com seu sorriso fácil e olhar sincero, marcou a todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.
