Elocy Neves da Cunha

Elocy Neves da Cunha nasceu em agosto de 1927, na encantadora cidade de Rosário do Sul, localizada no estado do Rio Grande do Sul, mas viveu grande parte de sua vida em Sant’Ana do Livramento. Desde cedo, demonstrou uma personalidade afetuosa e dedicada, traços que seriam a marca de sua vida.

Sua fé católica sempre foi uma parte essencial de sua jornada. A devoção a sua religião era notável, e sua crença em Deus guiou seus passos em todas as fases da vida, trazendo-lhe conforto e esperança em tempos de alegria e desafios.

Elocy encontrou sua verdadeira vocação como cuidadora do lar, onde demonstrou uma dedicação excepcional em tornar seu ambiente acolhedor e amoroso para sua família. Sua casa era um refúgio de carinho, e ela se esforçava para tornar cada momento especial para seus entes queridos.

Além de sua dedicação ao lar, Elocy tinha talentos artísticos admiráveis. Seu dom para fazer crochê e criar guardanapos artesanais era evidente em cada peça que ela criava. Seu trabalho era meticuloso, e ela infundia cada detalhe com amor e cuidado. Suas habilidades com as tintas também eram impressionantes, e as pinturas em panos eram uma expressão de sua criatividade e sensibilidade artística.

Seu amor verdadeiro e inabalável foi compartilhado com Emanoel da Cunha, com quem viveu uma história de amor duradoura. Juntos, eles viveram uma jornada matrimonial que se estendeu por impressionantes 63 anos, uma união baseada em amor, cumplicidade e respeito mútuo. Elocy e Emanoel foram uma inspiração para todos que os cercavam, demonstrando a força e beleza de um amor verdadeiro que perdura através do tempo.

Dessa união amorosa, nasceram dois filhos, Juracy e Rosaura, que foram abençoados com o carinho e cuidado inestimáveis de seus pais. A família cresceu com a chegada de seis netos e onze bisnetos, e a presença amorosa de Elocy tornou cada reunião familiar uma ocasião especial, repleta de amor e harmonia.

Elocy era uma mulher de fé e tradição, e ela fazia questão de participar de missas crioulas no CTG local, onde encontrava paz e conforto espiritual. Sua devoção era expressa em cada gesto e em sua participação nessas celebrações.

Seus momentos de lazer eram preenchidos com visitas aos filhos e netos, espalhando alegria e amor por onde passava. Ela tinha uma característica marcante de passar a mão em sua perna esquerda, um gesto que se tornou um sinal carinhoso de sua presença amorosa.

A música gaúcha, especialmente a música “Tordilho Negro” do renomado cantor Teixeirinha, tocava profundamente seu coração e era uma fonte de prazer para ela. As melodias envolventes e as letras que retratavam a cultura e tradição do sul do Brasil ressoavam com a sua alma.

Elocy Neves da Cunha deixou um legado poderoso de união, honestidade, amizade e respeito. Sua vida foi um exemplo inspirador de positividade, trabalho árduo, carinho e atenção aos que a rodeavam. Ela sempre será lembrada como uma mulher de alma generosa, que espalhou amor e bondade por onde passou.

Infelizmente, sua partida em julho de 2023 deixou saudades, mas as memórias e lições que ela nos deixou permanecerão vivas em nossos corações. Sua vida foi um presente, e sua presença será para sempre lembrada e amada por todos que a conheceram.

Que Elocy descanse em paz, reunida com seu amado Emanoel. Sua jornada na Terra pode ter chegado ao fim, mas seu legado de amor e carinho continuará vivo, guiando-nos e inspirando-nos para sempre.

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