Zair Rodrigues Pereira, carinhosamente chamada de Mana, nasceu em 22 de junho de 1932, em Cacequi, e partiu no dia 4 de maio de 2025, deixando um legado de coragem, amor e sabedoria. Desde jovem, mostrou ser uma mulher à frente de seu tempo, movida pela fé, pela ação e por um espírito incansável de transformação.
Católica fervorosa, viveu sua espiritualidade com profunda entrega e generosidade. Mas sua fé não se limitava às orações — ela se traduzia em atitudes. Mana cuidava de aposentados, amparava doentes, ajudava financeiramente quem precisava, sempre de forma discreta, longe dos holofotes. Sua compaixão era silenciosa, mas imensa.
Com espírito empreendedor, encantava-se por construções e fazia disso uma arte. Comandava obras, orientava equipes, idealizava casas e peças para aluguel com precisão e entusiasmo. Foi proprietária de um comércio de artigos escolares e utilidades, e teve papel marcante na cultura de Cacequi ao construir o Cine Risse nos anos 1950, levando alegria e entretenimento à população.
A trajetória de Mana foi também marcada por muitas outras vocações: foi freira na Congregação Notre Dame, atuou como enfermeira e professora, sempre com excelência, dedicação e um desejo genuíno de servir ao próximo. Sua presença era luz, e seu exemplo, um farol.
Ao lado de sua companheira de vida, Madalena Rebello — a querida Tia Lena — viveu uma história de amor, companheirismo e respeito que atravessou os anos com ternura e cumplicidade. Mesmo sem filhos biológicos, Mana foi mãe de coração para muitos. Tratava sobrinhos, afilhados e familiares como se fossem seus, sempre com zelo, carinho e presença constante.
Amava viajar, colecionar fotos e ouvir Roberta Miranda. Era ativa, firme em suas decisões, mas com uma doçura que cativava. Conseguia ser fortaleza e aconchego ao mesmo tempo — determinada, afetuosa, decidida e amorosa.
Zair viveu com intensidade e autenticidade. Rompeu padrões com naturalidade, liderou com sabedoria, amou com generosidade e partiu deixando marcas profundas. Seu legado é de inspiração, sua história é memória viva, e sua presença seguirá eterna nos corações que tiveram o privilégio de cruzar seu caminho.